O esporte sangrento: como funciona o boxe, por que é importante e as regras que você precisa saber

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É simples. Duas pessoas estão em uma praça. Eles se batem até que um pare de se mover. Esse é o esqueleto disso. Adicione um século de história, um desfile de personagens desequilibrados, escândalos que apodrecem de dentro para fora e a ameaça constante da glória eterna ou de uma tragédia que mutila o cérebro. De repente, você está diante de algo muito mais atraente do que um teste básico de vontade.

Estamos mergulhando na mecânica da doce ciência. Como você ganha? Como você perde? Quais são as classes de peso? Por que esse esporte é tão perigoso? Vamos tirar o brilho e olhar o sangue e o suor.

A Arena e as Regras de Envolvimento

Esqueça a briga de rua. Este é um esporte de combate regulamentado. Existem regras rígidas para manter a luta interessante para os fãs pagantes e, mais importante, para evitar que qualquer um dos lutadores entre em coma. Os regulamentos mudam ligeiramente entre o boxe amador (olímpico) e as lutas profissionais, e até mesmo entre os vários órgãos sancionadores profissionais. Antes de uma grande luta, os lutadores e seus corners se reúnem com os árbitros para revisar todas as regras específicas daquele card.

O palco é uma plataforma elevada e quadrada. Tem um piso de lona com camadas de cerca de 2,5 cm de acolchoamento. Cordas flexíveis envolvem o espaço, amarradas a postes de aço nos quatro cantos. O tamanho não é padrão. Em locais menores, o ringue pode ter cerca de 5 metros de cada lado. Os anéis olímpicos podem ter até 6 metros de diâmetro. Algumas organizações profissionais permitem que ele se estenda até 7,5 metros. O espaço é importante. Menos espaço significa menos espaço de manobra.

O que deixa você sujo

Você não pode simplesmente bater onde quiser. As regras foram elaboradas para evitar lesões graves e evitar que a partida se transforme em caos. Quebrar essas regras resulta em falta. O árbitro deduz pontos. Faça o suficiente, ou faça mal o suficiente, e você será desqualificado.

Aqui está o que você não pode fazer:
– Golpe abaixo da cintura.
– Acerte um oponente que está caído na tela.
– Chute.
– Golpear com os cotovelos, antebraços ou com a parte interna da mão (um tapa).
– Cabeçada.
– Morde as orelhas. (Mike Tyson provou que isso precisava de uma regra específica.)
– Pegue as cordas.
– Cutuque o olho com o polegar. (O olho de Muhammad Ali estava vermelho e inchado após sua vitória em “Rumble in the Jungle” em 1974 porque George Foreman fez exatamente isso.)
– Lutar, agarrar ou segurar excessivamente.

Estas não são sugestões. São linhas duras. Cruze-os e a mão do árbitro desce.

Estrutura Redonda e Engrenagem

Uma partida é dividida em rodadas. Dois ou três minutos cada, dependendo do nível. Há um período de descanso de um minuto entre as rodadas. As lutas do campeonato profissional duram 12 rounds. Eles costumavam fazer 15, o que era brutal. As lutas profissionais de classificação inferior podem ser programadas para dez rounds ou menos. As lutas amadoras são mais curtas. Três, quatro ou cinco rodadas. Dois minutos cada. As divisões juniores vão ainda mais longe.

As luvas são de couro acolchoado. Eles protegem as mãos do boxeador e reduzem os danos infligidos ao oponente. É um paradoxo. Você usa acolchoamento para bater com mais força sem quebrar os próprios ossos. Sob as luvas, as mãos estão envoltas em bandagens esportivas. Este embrulho é fortemente regulamentado. Boxeadores amadores também usam capacete. Principalmente interrompe cortes e arranhões. Isso não impede concussões.

O Objetivo

Então, qual é o objetivo? Não é apenas para bater na outra pessoa. É vencer a rodada marcando mais pontos ou impedir o adversário de continuar. A pontuação dos juízes é baseada em socos limpos, comando no ringue, defesa e agressividade. Mas o objetivo final geralmente é nocautear o oponente. Ou fazer o outro canto jogar a toalha. É uma guerra psicológica tanto quanto física. Você tem que quebrar o espírito deles antes de quebrar a mandíbula.

Esta é a base. O anel. As regras. As rodadas. As luvas. É uma explosão controlada. Mas o que acontece quando você atravessa essas cordas? É aí que a verdadeira história começa. A história é longa. O perigo é real. E as apostas? Eles não poderiam ser mais altos.

Um nocaute é simples. Um cara fica caído. O outro permanece acordado. O árbitro conta até dez. Se o lutador caído não se levantar no final da contagem, acabou. Vitória para o sobrevivente. Mas as regras nesse momento são rígidas. Se você derrubar alguém, terá que recuar imediatamente. Não para o seu canto. Não para onde seus treinadores estão gritando conselhos. Para um canto neutro. Você fica aí. Você espera. Você deixou o árbitro avaliar o dano.

O árbitro é a única pessoa permitida no ringue. Seu trabalho é garantir que o boxeador caído esteja consciente e capaz de se defender. Se ele conseguir se levantar rapidamente, a luta poderá continuar. Às vezes, porém, as regras exigem uma contagem de oito. Isso acontece mesmo que o lutador salte instantaneamente. Ele tem que esperar até que o árbitro termine de contar até oito antes de retomar a ação.

Quando a luta termina cedo

Existem limites. Em alguns conjuntos de regras, ser derrubado três vezes em uma única luta desencadeia um nocaute técnico (TKO). A luta para. O vencedor recebe um KO em seu cartel, tecnicamente falando. Mas um nocaute técnico não envolve apenas knockdowns. Acontece sempre que o árbitro, o médico do ringue, um treinador ou o próprio lutador decidem que a luta é perigosa demais para continuar. Uma lesão pode encerrar uma briga com a mesma certeza que um soco.

O tempo também é importante. Alguns sistemas permitem que um boxeador seja “salvo pelo gongo”. Se o sino tocar enquanto o lutador ainda estiver caído, mas antes do término da contagem de dez, ele terá um adiamento. Ele vai para o seu canto para o descanso obrigatório de um minuto. Outros conjuntos de regras não se importam com o sino. A contagem de dez continua ininterrupta até terminar ou o lutador se levantar. O final da rodada não muda nada nesses casos.

Quando ninguém vence por nocaute

Freqüentemente, nenhum dos lutadores é nocauteado. A campainha toca. Ninguém está em baixo. O vencedor não é determinado apenas pela força ou resistência. É decidido pelos juízes. O boxe profissional geralmente emprega três juízes. Às vezes, dois juízes mais o árbitro. O boxe olímpico usa cinco. O sistema varia ligeiramente por região e organização, mas a lógica central permanece idêntica.

Os juízes assistem a cada rodada. Eles determinam quem ganhou naquele intervalo específico. Eles atribuem pontos. Ou melhor, eles premiam rodadas. Ao final da partida, esses pontos são contabilizados. O boxeador com mais pontos ou rounds vence. É uma pontuação cumulativa. Nem sempre é bonito. Às vezes, um lutador sofre mais dano, mas vence por pontos. Às vezes, um lutador acerta menos golpes certeiros, mas controla melhor o ritmo. Os scorecards dos juízes decidem o resultado.

Pontuação de boxe

O vencedor é o boxeador com mais pontos ou rounds concedidos pelos juízes.

Trata-se principalmente de contar golpes de pontuação. Você conhece aqueles. Impacto lateral na cabeça ou no corpo, logo acima da linha da cintura. Os juízes olímpicos usam um dispositivo para rastrear esses dados em tempo real. Eles contam quem acerta mais golpes válidos em uma rodada.

As faltas também mudam a matemática. Se um boxeador cometer uma falta, seu oponente receberá dois socos extras somados à pontuação daquele round. É uma penalidade que altera o equilíbrio instantaneamente.

Marcando lutas profissionais

Julgar uma luta de boxe profissional é mais subjetivo. O sistema varia. Nas Olimpíadas, a máquina faz o trabalho pesado. Nos profissionais, os humanos sentam-se na cabine. Eles podem contar socos. Eles também pesam a agressão. O controle do anel é importante. Contagens de controle de tempo. Os danos infligidos são enormes.

Considere isso. O boxeador vermelho acerta uma dúzia de golpes decentes em uma rodada. Trabalho sólido. Técnica limpa. Mas o boxeador azul o acerta com dois ganchos fortes no final do round. O boxeador vermelho está atordoado. Cambaleante. Os juízes poderiam conceder o round ao boxeador azul, apesar do volume do golpe.

Juízes diferentes pontuarão a rodada de maneira diferente nesses casos. Pode-se ver os jabs como o fator dominante. Outro vê o dano. É uma bagunça. É humano.

O sistema obrigatório de 10 pontos

Os próprios pontos seguem uma lógica simples. Existem sistemas de cinco, 10 ou 20 pontos, mas todos funcionam da mesma maneira. Vemos principalmente o sistema obrigatório de 10 pontos no boxe moderno.

  • O vencedor de uma rodada ganha 10 pontos.
  • O perdedor ganha 9.
  • Um knockdown ou dominação total pode fazer com que o perdedor caia para 8.
  • Uma pontuação de 10 a 8 reflete essa disparidade.
  • Se um juiz não conseguir decidir, haverá um empate de 10 a 10 naquela rodada.

Essa consistência permite que as decisões finais sejam calculadas com clareza. Existem quatro resultados padrão.

Compreendendo as decisões de boxe

  • Decisão unânime – Todos os três juízes pontuam o mesmo boxeador como vencedor.
  • Decisão dividida – Dois juízes escolhem um vencedor, um escolhe o outro.
  • Decisão da maioria – Dois juízes escolhem um vencedor, um deles considera o empate.
  • Empate – Um juiz escolhe o vermelho, o outro escolhe o azul e o outro dá o empate. Nenhum vencedor.

Também há um resultado raro. Um empate majoritário acontece quando dois juízes consideram o empate e um marca para um boxeador. A luta termina sem vencedor. É frustrante para os fãs. É estatisticamente raro.

Classificações, Divisões e Títulos

Os boxeadores foram divididos em divisões de peso nos últimos 100 anos. Segurança em primeiro lugar. Até as brigas são importantes. A força do soco vem do peso e da massa muscular. Um homem de 200 libras lutando contra um homem de 140 libras está torto. Corre o risco de ferimentos graves.

As divisões de peso são geralmente uniformes em todo o mundo. Alguns órgãos sancionadores reconhecem divisões intermediárias. Eles se enquadram entre as classes padrão. A WBA e a WBC listam as atuais divisões reconhecidas. Observe que o IBF e o WBO as chamam de divisões “júnior”. Super Galo é Jr. Peso Pena para eles. O peso anotado é o limite superior.

Quem é o verdadeiro campeão?

Dentro de cada divisão, um Campeão Mundial é coroado por um determinado órgão sancionador. É representado por um cinto decorativo. O WBA, WBC, IBF e WBO têm, cada um, seus próprios títulos. Isso torna confusa a determinação do verdadeiro campeão mundial.

Você pode ter um campeão peso pena da WBA e um campeão peso pena da IBF. Eles são pessoas diferentes. Quem você vê como o “verdadeiro” campeão depende de qual organização você mais respeita. Os promotores adoram essa confusão. Eles organizaram “partidas de unificação”.

Essas lutas entre detentores de cinturões de diferentes organizações. O vencedor unifica o campeonato. Os quatro grandes reconhecem os cintos uns dos outros. Isso cria níveis de domínio.

  • Campeão Unificado – Detém dois cinturões em uma categoria.
  • Super Campeão – Detém três cinturões.
  • Campeão Indiscutível – Detém os quatro cinturões.

Segurar todos os quatro é o Santo Graal. É o único título que importa para os puristas.

Obtendo uma chance pelo título

Não existe um único órgão governamental mundial. A WBA, WBO, WBC e IBF têm influências variadas. Grupos regionais como o British Boxing Board of Control (BBBC) ou a Nevada State Athletic Commission (NSAC) têm suas próprias regras. Eles não publicam classificações globais. Dezenas de organizações menores existem fora desta hierarquia.

Então, como um boxeador consegue uma disputa pelo título? Ele sobe na hierarquia. As organizações publicam classificações mensais. O campeão está no topo. Seguem os concorrentes.

Um boxeador sobe lutando contra oponentes mais difíceis. As classificações dependem de:
1. Registro de vitórias e derrotas.
2. Dificuldade dos adversários derrotados.
3. Quão convincentes foram as vitórias.

Os principais candidatos têm uma chance. O campeão deverá defender o cinturão regularmente. Isso acontece uma vez a cada nove meses a uma vez por ano.

Se um contendor se destacar, o defensor e o contendor negociam. Gerentes e promotores cuidam dos termos. Se vários contendores parecerem iguais, eles disputarão partidas eliminatórias. Isso acontece ao longo de vários meses. Surge um verdadeiro desafiante. O resto espera. E espere.

Boxe não é apenas entrar no ringue e balançar selvagemente. Claro, alguns lutadores fazem isso. Suas carreiras terminam rapidamente. O boxe real é uma partida de xadrez jogada em alta velocidade. Ele se divide claramente em dois pilares: ataque e defesa.

A defesa começa com a postura. Pés afastados na largura dos ombros. Se você é ortodoxo (destro), seu pé esquerdo está para frente e o direito para trás. Southpaws revertem isso. Sua mão traseira abraça seu queixo, cotovelo dobrado. A mão líder fica a alguns centímetros do seu rosto, com o cotovelo dobrado. Isto não é apenas para mostrar. Ele cria uma base para bloquear, esquivar e lançar ataques.

Você pode ver os lutadores abaixarem as luvas. Às vezes é uma estratégia – atrair o oponente ou preparar golpes no corpo. Muitas vezes, é apenas cansaço. Ou preguiça.

No início da luta, os boxeadores bobinam e tecem. Eles saltam. Mude o peso de um pé para o outro. Um alvo em movimento é mais difícil de atingir. Mas essa dança desaparece à medida que as rodadas aumentam. Depois de seis ou sete rodadas, a energia se esgota. A tecelagem para. Os lutadores apenas ficam de pé e negociam.

Os quatro golpes essenciais do boxe

Parece que existem mil maneiras de bater em alguém. Não existem. O boxe moderno depende de quatro golpes principais.

  1. Jab
    Direto. Baixo consumo de energia. Lançado com a mão líder. Não se trata de poder de nocaute. Trata-se de testar a distância. “Encontrando alcance.” Um golpe constante desgasta o oponente. Isso perturba o ritmo deles. Isso os mantém afastados.

  2. Gancho
    Laterais. Poderoso. O punho forma um arco lateral antes de voltar para se conectar com a têmpora ou as costelas. Você pode lançar um gancho com qualquer uma das mãos. É brutal de perto.

  3. Corte superior
    Quase exclusivamente uma arma da mão direita. O braço cai, o cotovelo é puxado para trás e o punho sobe formando um arco. Ele desliza sob as defesas. Funciona quando os boxeadores estão emaranhados por dentro.

  4. Cruz
    A mão direita atira por trás. Ele viaja direto pelo corpo, da direita para a esquerda. O boxeador desloca o peso e impulsiona o ombro direito para frente. Essa rotação do quadril adiciona força.

Individualmente, esses socos são perigosos. Juntos, eles são devastadores. Uma combinação consiste em apenas dois ou mais socos dados em rápida sucessão. O jab-cross é o pão com manteiga. Você dá um soco para cegar ou medir e depois cruza para machucar. É simples. É eficaz.

Compreendendo os estilos de boxe

Todo lutador usa os socos acima, mas a forma como eles os usam define seu estilo. Existem três arquétipos. A maioria dos lutadores os mistura, mas as identidades centrais permanecem distintas.

O Boxeador (Lutador Externo)

Técnico. Ágil. Rápido. Eles ganham por decisão, geralmente. Eles ficam do lado de fora, fora do alcance do adversário. Eles esperam por uma abertura. Então eles avançam, dão alguns tiros e recuam.
* Exemplos: Sugar Ray Leonard. Maomé Ali.

O Slugger

O poder é tudo. Eles dão menos socos. Mas quando alguém pousa, a luta geralmente termina. Eles confiam na força bruta. A maioria das vitórias vem por nocaute.
* Exemplos: George Foreman. Mike Tyson (final de carreira).

O lutador interno (enxame)

Agressivo. Eles se movem rapidamente e absorvem tiros para entrar. Então eles lançam uma barragem. Caos de perto. Eles não deixam você respirar.
* Exemplos: Mike Tyson (principal). Joe Frazier. Roberto Durán.

The Grind: Treinamento de Boxe

Hollywood adora uma montagem de treinamento. Mas a verdadeira preparação é cansativa. Você precisa de uma resistência imensa. Tente dar socos rápidos no ar por três minutos. Você ficará sem fôlego. Braços pesados. Agora faça isso enquanto corre sem sair do lugar. Essa é a linha de base.

É por isso que os boxeadores correm. Muito disso.

Os exercícios tradicionais incluem pular corda para maior agilidade. Bater em sacos de pancadas ou almofadas de treino para ganhar força. Levantamento de peso para massa e resistência. Sparring para QI de anel.

O treinamento moderno evoluiu. As instalações são de alta tecnologia. As dietas são calculadas. Os treinos envolvem computadores e máquinas especializadas. Alguns até incorporam balé para trabalho de pés e equilíbrio. O objetivo permanece o mesmo. Ganhe a rodada.

As Raízes Sangrentas da Doce Ciência

O boxe não começou como o espetáculo polido e enluvado que vemos na televisão. Os livros dos recordes remontam à Era Helênica, especificamente entre 323 e 146 a.C., onde as lutas com os nós dos dedos faziam parte dos primeiros Jogos Olímpicos. Não foi bonito. Quando os romanos assumiram o controle, eles transformaram isso em um esporte sangrento de gladiadores. Eles introduziram bandagens com pontas de metal. As lutas raramente terminavam em nocaute técnico. Eles geralmente terminavam em morte.

O combate organizado desapareceu durante séculos. Não ressurgiu até a Inglaterra do século XVIII. Mesmo assim, quase não havia regras. Essas primeiras brigas pareciam mais com o MMA moderno do que qualquer coisa que lembrasse um esporte regulamentado. James Figg se tornou a primeira lenda do ringue, lutando em uma plataforma de madeira cercada por uma cerca de madeira. Jack Broughton veio em seguida, ganhando o título de pai das regras do boxe. Ele inventou luvas de treinamento e adicionou regras rudimentares. Ele também introduziu a técnica no caos.

Mas a verdadeira estrutura levou tempo. Somente em 1866 o Marquês de Queensberry, um fã britânico de boxe, patrocinou uma luta sob um novo conjunto de regras. Este foi o ponto de viragem. As Regras de Queensberry incluíam uma contagem de dez segundos para knockdowns. Eles exigiram rodadas de três minutos. Eles exigiam luvas acolchoadas. Eles proibiram movimentos de estilo wrestling. Estas regras espalharam-se gradualmente por todo o mundo, moldando a forma como vemos o desporto hoje.

O negócio do sangue

A popularidade no boxe sempre foi volátil. Ele aumentou e diminuiu. Permaneceu forte na Inglaterra, berço do esporte moderno. Atingiu o pico nos Estados Unidos durante a década de 1930. A segunda metade do século 20 trouxe confusão. Os promotores tentaram formar uma única organização mundial de boxe. Grupos concorrentes surgiram por toda parte. Nenhuma entidade jamais assumiu a primazia. Em 2007, o cenário continuava a ser uma confusa colcha de retalhos de organizações rivais.

O centro de gravidade do boxe americano mudou. Ele se mudou da cidade de Nova York. O Madison Square Garden costumava receber várias lutas por semana. Agora, a ação é em Las Vegas. As apostas desportivas legais acrescentaram um negócio secundário lucrativo à equação. Essa infusão de dinheiro criou a era das bolsas de combate multimilionárias. A TV pay-per-view tornou-se a fonte de receita dominante.

O pedágio oculto

Falamos sobre pontuações e cinturões. Falamos sobre legado e status de hall da fama. Raramente falamos sobre o custo físico. Lesões e mortes no boxe não são apenas estatísticas. Eles são a sombra que paira sobre cada soco desferido. O esporte exige que os lutadores coloquem seus corpos em risco. Concussões acontecem. A encefalopatia traumática crônica (CTE) se esconde nos registros de saúde de longo prazo de campeões aposentados. O risco de morte, embora menor do que na época das pontas de metal, ainda existe.

Os regulamentos foram alterados para mitigar alguns riscos. As suspensões médicas são padrão. Classes de peso foram introduzidas para nivelar o campo de jogo. Mas o perigo fundamental permanece. Você não pode atacar um ser humano com força total e esperar dano zero. O esporte exige resistência. Exige resiliência. Mas também exige disposição para suportar danos significativos.

Complicações Modernas

A fragmentação dos órgãos sancionadores não é apenas uma dor de cabeça administrativa. Afeta diretamente os lutadores. Qual cinto significa mais? O WBC? A WBA? O IBF? A OMB? A falta de um campeonato unificado muitas vezes leva a lutas de unificação pelas quais os fãs clamam, mas os promotores demoram. Essa complexidade pode paralisar carreiras. Pode manter os lutadores sob controle

O pesado tributo da doce ciência

O boxe é o único no esporte por sua ligação direta entre o sucesso e os danos infligidos. Quando um lutador atinge a tela, geralmente não é apenas uma perda de equilíbrio. Muitas vezes é o resultado de uma pancada na cabeça com tanta força e frequência que o cérebro tropeça. A desorientação é o que menos importa. A inconsciência é o objetivo do oponente e a realidade da vítima. Um desses golpes pode causar danos permanentes. Profissionais brigam dezenas de vezes. Alguns órgãos médicos querem que o esporte desapareça completamente. A Associação Médica Britânica, a Associação Médica Americana e a Associação Médica Australiana têm políticas permanentes que exigem uma proibição total.

Danos cerebrais agudos e cumulativos

Os riscos se enquadram em dois grupos. Lesão aguda pode matar. Danos cerebrais cumulativos a longo prazo alteram vidas. Mortes no ringue ou logo depois não são raras. Gerald McLellan. Leavender Johnson. Jimmy Doyle. Duk Koo Kim. O árbitro e a mãe de Kim cometeram suicídio após sua morte. Benny Paret. Randy Carver. A boxeadora Becky Zerlentes. Em dezembro de 2006, mais de 1.300 boxeadores morreram devido a ferimentos em combate. Em 2019, esse número subiu para 1.876. Entre 1890 e 2019, o número de vítimas foi elevado.

Mais difíceis de contar são os lutadores aposentados cujos cérebros se deterioram. Evidências médicas apoiam a afirmação de que o boxe causa danos cerebrais a longo prazo. O declínio silencioso depois que as luzes se apagam é tão devastador quanto a parada repentina no ringue.

A Sombra da Corrupção

A corrupção assombra o esporte. As lutas com os punhos nus na Inglaterra geraram acusações iniciais de “lançar” uma luta. Perdas intencionais para satisfazer os jogadores. A corrupção anda de mãos dadas com o jogo. As apostas esportivas legais em Las Vegas acrescentam um negócio paralelo lucrativo. Esse dinheiro alimentou bolsas multimilionárias e TV pay-per-view. Também mudou o centro de Nova York para Las Vegas. A infusão de dinheiro enriqueceu o esporte. Também aprofundou a percepção de um jogo fraudado.

Gerentes e promotores ganham somas enormes. Eles colocaram crianças pobres e urbanas em uma carreira cansativa. Existem redes complexas de subornos a funcionários de jogos em muitas áreas. Os críticos de todo o esporte têm muitos motivos para falar.

Principais regras e estilos de boxe

Movimentos ilegais são rigorosamente aplicados. Golpear abaixo da cintura é uma ofensa instantânea. Golpear quando um oponente está caído na tela é proibido. Chutes, cotovelos e antebraços estão fora. Tapas e cabeçadas não contam. Morder as orelhas é uma falta. Agarrar as cordas, cutucar o olho com o polegar, lutar ou lutar excessivamente são violações.

O boxe tem três estilos principais. O boxeador. O Slugger. O lutador interno. Cada um requer diferentes táticas e resistência.

A realidade financeira

O dinheiro fala no boxe. Mike Tyson ganhou US$ 685 milhões ao longo de sua carreira. A Forbes confirmou o número. Ele destaca a extrema disparidade entre os que ganham mais e os lutadores que arriscam a saúde por menos.

Por que o boxe é tão popular? A mudança para Las Vegas trouxe apostas legais. O lucrativo negócio paralelo alimentou bolsas enormes. A TV pay-per-view explodiu. Os fãs ficam atentos à violência e ao potencial de dinheiro para mudar vidas. O risco é o ponto. O perigo é o produto.

Quais movimentos são ilegais no boxe?

Golpear abaixo da cintura, golpear quando o oponente está caído na tela, chutar, golpear com cotovelos ou antebraços, dar tapas, cabeçadas, morder orelhas, agarrar-se às cordas, cutucar o olho com o polegar, lutar, agarrar ou segurar o oponente excessivamente.

Quais são os principais estilos de boxe?

Existem três estilos principais: The Boxer, The Slugger e The Inside Fighter.

Quanto Mike Tyson ganhou em sua carreira?

A Forbes relata que Mike Tyson ganhou incríveis US$ 685 milhões ao longo de sua carreira.

O boxe pode matar você?

Existem numerosos casos em que um boxeador morreu no ringue ou logo após uma luta como resultado de ferimentos sofridos no ringue. Entre 1890 e 2019, 1.876 boxeadores morreram como resultado direto de lesões sofridas em lutas.

Por que o boxe é tão popular?

O centro do boxe nos Estados Unidos mudou de sua sede tradicional na cidade de Nova York para Las Vegas, onde as apostas esportivas legais acrescentaram um negócio paralelo lucrativo. Essa infusão de dinheiro levou à era das bolsas de combate multimilionárias e da TV pay-per-view.

Muito mais informações

Mais ótimos links

  • Associação Mundial de Boxe
  • Organização Mundial de Boxe
  • Conselho Mundial de Boxe
  • Federação Internacional de Boxe
  • Os tempos do boxe